Nem sempre o útero tem o formato ou a estrutura que esperamos. Por isso, algumas mulheres podem apresentar alterações anatômicas no útero desde o nascimento — e, muitas vezes, só descobrem essa condição quando encontram dificuldade para engravidar ou durante uma investigação médica mais detalhada. Essas alterações são conhecidas como malformações uterinas.
Quando o útero se forma de maneira diferente
As malformações uterinas surgem ainda na fase embrionária, durante o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos. Ou seja, elas podem alterar o formato, o tamanho ou até a estrutura interna do útero. Enquanto isso, algumas alterações são leves e passam despercebidas. Por outro lado, outras podem afetar diretamente a fertilidade e o sucesso de uma gestação.
Além disso, essas alterações nem sempre causam sintomas, o que faz com que muitas mulheres convivam com a condição por anos sem saber. Por esse motivo, o diagnóstico adequado é fundamental.
Tipos mais comuns de malformações uterinas
Cada tipo de malformação tem suas particularidades. Entre as principais, estão:
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Útero septado: uma parede de tecido (septo) divide o útero parcial ou totalmente. Inclusive, é a malformação mais comum e uma das que mais afetam a fertilidade.
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Útero bicorno: o útero possui uma divisão em forma de “coração”, criando duas cavidades.
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Útero didelfo: existem dois úteros separados, cada um com sua própria tuba uterina.
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Útero unicorno: o útero é formado por apenas um lado e possui apenas uma tuba.
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Útero dismórfico: tem formato mais estreito ou achatado, o que pode interferir na implantação do embrião.
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Útero aplástico: há ausência parcial ou total do útero, o que impossibilita a gestação.
Dessa forma, cada uma dessas alterações exige uma abordagem individualizada, considerando os sintomas, o desejo de engravidar e o histórico da paciente.
Diagnóstico: quando investigar?
Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito durante a investigação de infertilidade ou após perdas gestacionais recorrentes. Para isso, alguns exames ajudam a identificar as malformações, como:
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Ultrassonografia transvaginal;
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Histerossalpingografia (HSG);
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Ressonância magnética;
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Histeroscopia.
Com esses exames, é possível avaliar o útero com mais precisão. Assim, o médico consegue definir o tipo da malformação e, quando necessário, planejar o tratamento mais adequado.
Malformações uterinas e a fertilidade
Alterações na forma ou na estrutura do útero podem dificultar a implantação do embrião. Além disso, podem aumentar o risco de aborto espontâneo ou causar complicações ao longo da gestação, como o parto prematuro.
Ainda assim, algumas mulheres com malformações uterinas conseguem engravidar naturalmente e ter uma gestação saudável. Entretanto, outras podem precisar de acompanhamento médico mais próximo ou até de intervenção cirúrgica.
É possível engravidar com malformação uterina?
Sim, muitas vezes é possível. No entanto, tudo depende do tipo e da gravidade da alteração. Em casos mais leves, apenas o acompanhamento médico já é suficiente. Por outro lado, quando há impacto significativo na fertilidade, existem alternativas como:
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Cirurgias corretivas, como a retirada do septo em casos de útero septado;
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Tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização in Vitro (FIV), que podem contornar dificuldades causadas pela anatomia do útero.
Por fim, o mais importante é lembrar que cada caso é único. Com o acompanhamento adequado, é possível entender o impacto da malformação uterina, esclarecer dúvidas e avaliar, com segurança, quais caminhos fazem mais sentido para cada mulher. Informação, acolhimento e cuidado fazem toda a diferença ao longo desse processo.













