Ultrassom pélvico via transvaginal
O exame de Ultrassonografia Transvaginal (USG TV) é um complemento do exame de ultrassonografia pélvica, feito com sonda para observar a vagina, útero, ovários e áreas anexas.O exame serve para diagnosticar doenças na região pélvica, como: endometriose, pólipo endometrial, mioma uterino, gravidez nas trompas e câncer de ovário. Por isso, deve ser feito regularmente, uma vez ao ano, de forma preventiva. Ele também é utilizado para diagnosticar a gestação em sua fase inicial (quando há suspeita de gravidez, porém o embrião ainda possui poucos milímetros). Nesta ocasião aproveitamos para estabelecer a idade gestacional de forma mais exata e esta informação será utilizada durante toda a gravidez para avaliar a evolução do bebê conforme sua idade. Além disso, o USG TV confirma a viabilidade da gestação, observando a saúde do embrião e se este foi implantado corretamente no útero.
Ultrassom das mamas
O ultrassom das mamas é realizado para identificar alterações mamárias. O médico pode observar a aparência de um caroço que pode ser sentido na palpação da mama e também o ajuda a distinguir nódulos dos cistos (lesões com conteúdo líquido), uma vez que ambos podem aparecer como nódulos na mamografia. A avaliação dos tecidos mamários é feita através de palpação (pelo médico ou autoexame pela paciente), da mamografia (exame de raio-x) e da ultrassonografia. A mamografia é indicada especialmente para pacientes acima de 40 anos ou 35 anos em caso de histórico familiar de câncer de mama, enquanto o ultrassom pode ser feito em qualquer idade, desde que indicado pelo médico. O exame de palpação das mamas permite identificar nódulos acima de 1 centímetro, enquanto o ultrassom tem sensibilidade para nódulos muito menores. Além disto, se houver alguma alteração, o ultrassom permitirá distinguir nódulos sólidos de cistos (que são lesões com conteúdo líquido) e observar a presença ou não de fluxo sanguíneo alterado na lesão, auxiliando no diagnóstico de um tumor benigno ou maligno, o que não é possível fazer através da mamografia. Em mulheres com mais de 40 anos de idade, é um exame complementar quando a paciente apresenta alterações na mamografia, mas não a substitui.
Ultrassom da tireoide
A tireoide é uma glândula que fica na região do pescoço e é responsável por produzir os hormônios tireoidianos, responsáveis por regular o nosso metabolismo. O ultrassom da tireoide serve para observar o tamanho desta glândula, seu formato e se possui algum nódulo, alteração de textura ou cistos. Em caso de lesões suspeitas, o ultrassom pode ainda ser utilizado para guiar a colocação de uma agulha para a realização de uma biópsia da glândula.
Ultrassom Doppler
Doppler é o dispositivo utilizado para detectar o deslocamento de fluidos – em geral o sangue – , determinando qual o sentido do fluxo do mesmo e suas velocidades. O exame consegue estimar qual a velocidade e frequência do fluxo sanguíneo, além de, quando o paciente é adulto, poder ajudar o médico a verificar se há lesões nas artérias ou monitorar certos tratamentos nas veias e artérias.
Ultrassonografia com Doppler ( Dopplervelocimetria)
Este é um exame indicado para ser realizado ao redor da 28ª semana de gravidez, para se estudar a distribuição dos fluxos sanguíneos da mãe para a placenta, da placenta para o feto e ainda a distribuição dos fluxos dentro do organismo fetal. Quando há uma resistência aumentada à irrigação do leito placentário pelo fluxo sanguíneo das artérias uterinas, isto pode levar a uma perda gradativa da capacidade da placenta de nutrir e oxigenar o(s) feto(s). No estudo do Doppler do bebê, são dois os locais de estudo mais rotineiros: as artérias umbilicais e as artérias cerebrais médias. Quando um bebê está em situação de baixa oxigenação, ele lança mão de uma mudança nos padrões de fluxo, para privilegiar os fluxos no cérebro e no coração. Quando identificamos alterações dos fluxos sanguíneos, seja na placenta ou no feto, as possíveis consequências serão a restrição do crescimento fetal, o sofrimento fetal crônico (baixo desenvolvimento de ganho de peso) e sofrimento fetal agudo (privação de oxigênio que signifique risco de interrupção da gestação). Nas situações em que se estabelece esse diagnóstico, é possível evitar a perda gestacional. Quando o bebê está mal oxigenado, resultando em sofrimento fetal agudo, existem situações em que é necessário fazer o parto antecipadamente e manter o bebê no berçário ou na UTI neonatal, para possibilitar a sua sobrevivência.
Ultrassom com Doppler Colorido
O ultrassom com doppler colorido permite mapear a direção do fluxo sanguíneo nos vasos sanguíneos. Ele é utilizado em conjunto com o Doppler tradicional, que por sua vez permite medir a velocidade destes fluxos.
Ultrassom obstétrico
Também conhecido como ultrassom fetal, reproduz a imagem do feto, placenta, bolsa de água (líquido amniótico) dentro do útero e permite ouvir os batimentos cardíacos do bebê, observar seus movimentos e diagnosticar problemas na gestação. Há dois tipos de ultrassom obstétrico: a ultrassonografia transvaginal (também conhecida como endovaginal) e a ultrassonografia abdominal. A primeira é realizada no início da gravidez, quando o feto possui apenas alguns milímetros e por isto requer um acesso mais próximo da sonda para que o exame apresente melhor nitidez da imagem. Já a segunda é realizada a partir de 12 semanas de gestação. O ultrassom obstétrico transvaginal é muito importante pois permite a datação da gravidez, que será posteriormente utilizada para avaliar o desenvolvimento de toda a gestação.
Ultrassom obstétrico morfológico
O ultrassom morfológico é um tipo especial de ultrassom, realizado em duas fases da gravidez. O ultrassom morfológico de primeiro trimestre, feito entre a 11ª e a 13ª semanas de gestação, tem o objetivo de:
Analisar se há correta implantação no útero e desenvolvimento da gravidez, confirmando a viabilidade da gestação;
- Fazer o rastreamento para anomalias genéticas, como a Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outras situações de risco genético, através da análise de marcadores fetais (como a medida da espessura da nuca – translucência nucal -, a medida do osso nasal e estudo das características do fluxo sanguíneo no ducto venoso e válvula tricúspide do coração fetal);
- Fazer o rastreamento para risco de Pré Eclâmpsia (pressão alta na gestação) através da mensuração dos fluxos sanguíneos nas artérias uterinas, utilizando-se o Doppler, combinado com dados clínicos da paciente.
O ultrassom morfológico do segundo trimestre é realizado entre a 20ª e 24ª semanas de gestação. Seu objetivo fundamental é verificar se o bebê está se desenvolvendo corretamente ou se apresenta alguma malformação, alteração nos órgãos internos, complementar o rastreamento de suspeita de síndromes genéticas (como Síndrome de Down, por exemplo). Nos casos de se identificar alguma possibilidade da presença de uma síndrome, são necessários outros métodos diagnósticos para sua confirmação.
No ultrassom morfológico também deve ser feito novo rastreamento dos fluxos das artérias uterinas para se complementar a identificação de riscos para pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, para que possam ser tratados adequadamente.
Outro aspecto fundamental que frisamos no Instituto Barini é a avaliação das condições do colo uterino. Esta avaliação permite identificar os riscos de prematuridade e também diagnosticar casos de Insuficiência Istmo Cervical (que é quando o colo uterino não tem resistência suficiente para suportar o peso da gravidez) e propor seu tratamento a tempo, evitando a perda gestacional. A IIC é tratada com a cirurgia de cerclagem do colo uterino ou, em casos de idade gestacional mais avançada, o uso do pessário do colo uterino.
Ultrassom 3D e 4D
O ultrassom 3D forma imagens em três dimensões, ou seja, com uma melhor profundidade e definição de imagem, permitindo uma confirmação mais precisa de algumas alterações em particular. Além disso, ele permite aos pais enxergar pela primeira vez o rosto do bebê. Já o exame de ultrassom 4D é ainda mais nítido e preciso, pois permite imagens contínuas em tempo real, como em um filme. O ultrassom 3D quanto o 4D podem ser realizados em qualquer estágio da gestação, porém as melhores imagens do rosto do bebê são geradas entre a 26ª e 29ª semanas de gestação.