Os principais tratamentos de Reprodução Humana atualmente disponíveis compõem o que conhecemos como Reprodução Assistida e são:
Coito Programado: neste método, a indução da ovulação pode ou não ser realizada. Por meio do acompanhamento do ciclo fértil da mulher, o médico especialista em reprodução humana determina o melhor dia para que o casal tenha relações sexuais, com mais chances de gravidez. Este método é indicado para os casos em que haja um distúrbio ovulatório, assim como os casos sem diagnóstico específico (conhecidos pela sigla ISCA).
Inseminação Artificial: o procedimento começa por meio da indução da ovulação. No período mais próximo da ovulação esperada, os espermatozóides (coletados do parceiro ou adquiridos por esperma de doadores) são inseridos dentro do útero da mulher, após preparo laboratorial. Neste processo, a fecundação ainda ocorre de maneira natural. A Inseminação artificial também é indicada quando identificado distúrbio ovulatório, assim como quando os espermatozóides apresentam baixa motilidade, tendo, portanto, sua capacidade de migração em direção ao óvulo reduzida.
Fertilização In Vitro (FIV ou IVF): é o processo de fecundação entre óvulo e espermatozoides realizado em laboratório, que se inicia com a indução da ovulação da mulher através de doses de hormônios superiores às utilizadas na Inseminação Artificial e no Coito Programado. Ao atingirem o tamanho adequado, de aproximadamente 18mm, os óvulos estarão prontos para serem retirados do ovário. A retirada é feita por aspiração dos folículos ovarianos, com a paciente sob sedação, através de uma punção. Em seguida, os espermatozóides também são colhidos e, juntos, são fecundados. Os embriões formados com sucesso e que atinjam o estágio de desenvolvimento satisfatório (blastocistos), serão transferidos para o útero.
A Fertilização In Vitro tem uma ampla gama de indicações, desde problemas com as trompas, endometriose, fatores masculinos e até em casos nos quais há maior risco de doenças genéticas, para que seja feita seleção embrionária.
Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI): é uma técnica laboratorial em que um espermatozoide saudável é escolhido microscopicamente e injetado diretamente dentro do óvulo, aumentando as chances de fecundação dentro do processo de FIV. É um método indicado, portanto, para os casos de fatores masculinos que afetem a qualidade ou quantidade espermática. Atualmente, a maioria dos laboratórios de embriologia privilegiam esta técnica em todos os tratamentos de FIV, por apresentar bons resultados e permitir o melhor aproveitamento de todos os óvulos coletados.
Mini FIV: nessa técnica também é feita a indução da ovulação, porém priorizando especialmente a qualidade do material genético, em vez da quantidade de óvulos produzidos em cada ciclo de indução. É indicado para mulheres com mais de 40 anos, idade em que o organismo apresenta maior dificuldade para responder ao estímulo hormonal para indução da ovulação (produção de óvulos a partir dos folículos com os quais a mulher nasce). Nesta técnica, utilizam-se baixas quantidades de medicamentos indutores de ovulação, ou mesmo apenas o acompanhamento do ciclo natural, sem a utilização de hormônios. Na Mini FIV, são captados óvulos em vários ciclos subsequentes, que são criopreservados e, posteriormente, fecundados em uma única vez.