A histeroscopia, também conhecida como videohisteroscopia, é um exame ginecológico que permite visualizar alterações e diagnosticar patologias dentro do útero. Continue lendo este artigo e entenda o que é a histeroscopia, para que serve, como é feita e quando ela é indicada.
Tipos de Histeroscopia
Existem dois tipos de histeroscopia, a diagnóstica e a cirúrgica.
Histeroscopia Diagnóstica
A histeroscopia diagnóstica é realizada com o objetivo de visualizar o útero e diagnosticar possíveis lesões, como aderências uterinas ou pólipos.
Este exame ginecológico deve ser realizado na primeira quinzena da menstruação. Isso porque, neste período, o útero ainda não está se preparando para a gravidez, e isto facilita sua visualização.
Em casos de gravidez, suspeita de gravidez ou infecção vaginal, a histeroscopia diagnóstica está contraindicada.

Como fazer a preparação para o exame?
Para realizar o exame de histeroscopia, a recomendação é não ter relações sexuais por, pelo menos, 72 horas antes do exame e não utilizar cremes vaginais por, pelo menos 48 horas antes do exame. Também é recomendado tomar um comprimido de Buscopan cerca de 30 minutos antes, para prevenir cólicas durante e depois do procedimento.
Como é feita?
A histeroscopia diagnóstica, geralmente, é realizada no consultório do Ginecologista.
Primeiro, o útero é dilatado com o uso de gás carbônico ou um dilatador mecânico. Logo após, o histeroscópio é introduzido pelo canal vaginal.
O histeroscópio é um tubo que possui uma microcâmera na ponta e mede cerca de 4 mm. Com isto, o médico consegue visualizar o útero em tempo real e identificar alterações.
O exame dura em média 10 minutos, não é necessário repouso e a mulher pode voltar às suas atividades logo após o procedimento. Pode ocorrer cólicas e sangramento leve por 3 a 5 dias após a realização do exame.
Histeroscopia diagnóstica com biópsia
Quando alguma alteração no tecido do útero é visualizada, é possível remover uma pequena porção do tecido lesionado e encaminhá-lo para a biópsia para que seja investigado.
Indicações da Histeroscopia Diagnóstica
A histeroscopia é solicitada pelo Ginecologista quando a mulher apresenta sintomas como cólicas intensas, dor no útero, inchaço na vagina, presença de corrimento amarelado, entre outros. Assim, este exame é indicado em casos de:
-Sangramento Uterino Anormal
-Sangramento Vaginal Pós-menopausa
– Suspeita de Malformações uterinas
– Suspeita de pólipos ou miomas
– Suspeita de Aderências uterinas
Infertilidade
A histeroscopia é um exame muito importante para diagnosticar a causa da infertilidade. Isso porque as doenças do útero podem interferir no sucesso de uma gravidez. Algumas destas doenças uterinas podem ser tratadas através da histeroscopia cirúrgica.
A histeroscopia diagnóstica também é fundamental antes de realizar procedimentos de reprodução assistida como a fertilização in vitro, para avaliar as chances de sucesso.
Sangramento Vaginal Pós-Menopausa
A histeroscopia tem papel extremamente importante para diagnosticar doenças como pólipo endometrial, miomas e câncer do endométrio. Por isso, é considerado o exame padrão para a investigação do sangramento vaginal pós-menopausa.
Este exame, além de permitir a visualização completa do útero, também permite retirar uma amostra de material para biópsia ou, já no mesmo procedimento, realizar a extração de pólipos ou demais lesões que podem estar causando o sangramento vaginal.
O papel da histeroscopia nas malformações müllerianas
As malformações müllerianas são anomalias da cavidade uterina que tem origem na formação e desenvolvimento das estruturas que formam o útero do bebê (ductos de Muller).
Dentre as anomalias uterinas estão: o útero septado, didelfo, bicorno e unicorno.
Algumas malformações uterinas estão relacionadas a abortos de repetição, partos prematuros, restrição de crescimento fetal e dificuldades no trabalho de parto.
O papel da histeroscopia nas malformações uterinas é fundamental, tanto para o seu diagnóstico quanto para o seu tratamento, por ser minimamente invasiva e de rápida recuperação. Quando necessário, a histeroscopia pode ser associada a videolaparoscopia e a ecografia 3D.

Histeroscopia Cirúrgica
A histeroscopia cirúrgica é realizada quando já existe o diagnóstico de alguma patologia no útero. Por meio deste procedimento é possível corrigir alterações da cavidade uterina, remover pólipos endometriais, miomas submucosos e aderências do útero.
O procedimento é realizado com anestesia geral ou raquidiana, o tipo de sedação depende da extensão da cirurgia.
Indicações da histeroscopia cirúrgica
A histeroscopia cirúrgica é realizada para corrigir alguma alteração diagnosticada anteriormente. Sendo utilizada para:
– Remover pólipos uterinos
– Remover miomas submucosos
– Corrigir alterações como útero unicorno, bicorno, septado e didelfo
– Laqueadura das tubas uterinas
– Reduzir a espessura do endométrio
– Retirar o DIU
Preparação
Para a realização da histeroscopia cirúrgica, a mulher deve ficar em jejum por, pelo menos, 8 horas devido ao uso da anestesia.
Em alguns casos, o médico pode receitar um comprimido anti-inflamatório para ser tomado cerca de 1h antes da histeroscopia cirúrgica.
Como é feita?
O primeiro passo é a administração da anestesia geral ou raquidiana para que a mulher não sinta dor. Depois, o histeroscópio é introduzido pelo canal vaginal para que o útero e suas estruturas sejam visualizadas. Em seguida, é colocado dióxido de carbono em forma de gás ou fluido para expandir o útero. Quando o útero atinge o tamanho ideal, os equipamentos cirúrgicos são introduzidos e começa a cirurgia que dura entre 30 minutos a 1 hora, dependendo da extensão do procedimento.
Pós operatório
O pós-operatório da histeroscopia cirúrgica é relativamente simples. Depois que a mulher acorda da anestesia, fica em observação de 30 min a 1 hora e, se estiver bem, pode ir para a casa. Em alguns casos, pode ser necessário que a mulher fique internada por mais tempo, mas sem ultrapassar 24 horas.
A recuperação, na maioria dos casos, é imediata. Em alguns casos, a mulher pode sentir dores semelhantes a cólicas menstruais e apresentar sangramentos vaginais nos primeiros dias. Estes sintomas são considerados normais, mas caso a mulher sinta febre, calafrios ou se o sangramento for muito intenso, ela deve procurar seu médico.
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