4) Cultura de blastocistos
O embrião gerado após a fertilização do óvulo pelo espermatozóide inicia o processo de divisão celular, aumentando seu número de células. Um embrião com bom desenvolvimento contém 8 células depois de 3 dias da fertilização e, no quarto dia, pode chegar a ter 32 células, atingindo o estágio de mórula, quando as células estão compactadas, mas ainda sem diferenciação.
No quinto dia, o embrião atinge o estágio de blastocisto. Aqui já há uma “divisão de trabalho”: as células que irão formar o embrião se aninham em uma parte desta estrutura (embrioblasto) e ao redor ficam as células que irão se transformar na futura placenta (trofectoderma). Embriões que estão neste estágio oferecem maiores chances de sucesso da Fertilização In Vitro, pois têm maior expectativa de implantação no útero. Nesta fase, é feita a pesquisa genética dos embriões, investigando sobre a saúde e a probabilidade de sobrevivência de cada um deles. A coleta de material para essa investigação é feita a partir das células que ficam na periferia do blastocisto (o trofoectoderma – isto é, a futura placenta). A seleção dos melhores embriões possibilita também a transferência de um número menor de embriões, o que reduz a possibilidade de uma gravidez múltipla.
5) Transferência de embriões
A transferência de embriões para dentro do útero é feita por via vaginal, através do canal cervical (orifício externo do colo uterino). Um tubo fino de material flexível (cateter) servirá como guia para outro cateter mais fino que estará conectado a uma seringa; neste segundo catéter estará um embrião em uma quantidade mínima de meio de cultura (líquido adequado para a sobrevivência do embrião). Insere-se o cateter guia, sob visão de um equipamento de ultrassom e, depois de confirmar que o cateter guia está bem posicionado, o outro cateter é introduzido até o interior da cavidade uterina e o embrião é delicadamente “injetado” para o interior do útero.
A transferência de embriões não requer anestesia, na enorme maioria dos casos. Excepcionalmente, pode ser necessário uma sedação, que será avaliada e discutida com o casal individualmente. Na maioria das vezes a mulher pode sentir apenas um leve desconforto. Não é necessário jejum e a bexiga precisa estar cheia para a realização do ultrassom.
A transferência de embriões é realizada depois de 3 a 5 dias da fertilização dos gametas. Para aumentar as chances de sucesso do procedimento, é recomendado repouso relativo por 2 dias. Além do repouso, é necessário o uso de alguns medicamentos indicados pelo médico para maiores chances de sucesso da implantação do embrião na parede uterina. O tão aguardado teste de gravidez é realizado entre 9 e 12 dias após a transferência dos embriões.