Vitamina B8: também conhecida como Colina, a Vitamina B8 tem papel importante na regulação da fisiologia da gestação, quando equilibrada em conjunto com as demais vitaminas do complexo B citadas anteriormente. A deficiência acarreta efeitos similares à B9 e B12, assim como obesidade fetal e defeitos cardíacos congênitos.
As principais fontes de vitamina B8 são ovos (principalmente a gema), grão de bico e feijão.
As vitaminas E e D são lipossolúveis, sendo melhor absorvidas quando ingeridas juntamente de veículos oleosos (azeite, óleos, gorduras etc.).
Ferro: este mineral tão relevante à nossa vida, também é fundamental à gestação. Para as mães, ele previne fadiga, alterações cardíacas, risco de morte pós parto, risco de infecções e inibição da lactação. Para o bebê, previne restrição de crescimento, parto prematuro, fenda palatina, hipertensão e desordens psiquiátricas.
Está presente principalmente nas carnes vermelhas, nos feijões e nas folhas escuras, porém na gestação há que se recorrer à suplementação pois não há tempo disponível para repor via alimentação.
Zinco: tem papel na formação dos espermatozoides através de diversas vias. A deficiência de zinco está associada com deficiência em todas as etapas da espermatogênese: através do estresse oxidativo, na morte celular e pela diminuição da produção de testosterona. Na gravidez, previne prejuízos à imunidade, parto prolongado, parto prematuro, parto tardio, nascimento pré e pós termo, restrição de crescimento, hipertensão gestacional, problemas na tireóide e alterações neuromotoras. E vale citar que é estimado que 82% das gestantes tenham ingestão inadequada de zinco.
O zinco está presente na soja e nas oleaginosas como nozes, amêndoas e amendoim.
Vitamina C: ela auxilia na fertilidade masculina, ajudando a elevar a concentração espermática. Para a mulher, previne parto prematuro, pré-eclâmpsia e admissões hospitalares.
Este nutriente é encontrado em diversas frutas e vegetais, como morango, kiwi, mexerica, brócolis, laranja, acerola, caju, abóbora, agrião, beterraba, limão, vegetais verdes e tomate.
Vitamina E: quando combinada com a vitamina C, as duas aumentam a capacidade de locomoção dos espermatozoides. Além disso, inibe contrações uterinas e previne pré-eclâmpsia, restrição de crescimento, diabetes gestacional, abortos espontâneos, envelhecimento placentário, descolamento de placenta, câimbras nas pernas relacionadas à gestação e ruptura prematura de membranas.
É encontrada em oleaginosas (amendoim, amêndoas, nozes, semente de girassol), óleos de milho e soja, gérmen de trigo, azeite de oliva, vegetais de folhas verdes e gema de ovo.
Vitamina D: participa na produção de estrogênio no ovário e aumenta a durabilidade dos espermatozoides. A deficiência dessa vitamina pode reduzir em até 75% a produção de folículos e, nos homens, diminui em 45% as chances de sobrevivência dos espermatozoides. Na gravidez, previne pré-eclâmpsia, restrição de crescimento, parto prematuro e diabetes gestacional, além de reduzir a necessidade de cesariana e a incidência de depressão pós-parto.