O terceiro trimestre da gestação é um período de grande expectativa — o bebê está quase chegando e o corpo da mãe passa por transformações intensas para o parto e a amamentação. Por isso, é natural que as emoções fiquem à flor da pele. Ainda assim, é justamente nesse momento que os cuidados com a alimentação se tornam ainda mais importantes.
Como nutricionista materno-infantil, acompanho muitas mulheres que chegam a essa etapa cheias de dúvidas sobre o que comer, quanto comer e como lidar com os desconfortos que podem surgir. Diante disso, reuni aqui algumas orientações importantes para quem está vivendo esse momento tão especial.
1. Atenção às necessidades calóricas
No terceiro trimestre, o gasto energético da gestante aumenta — afinal, o bebê está crescendo rapidamente e o corpo se preparando para amamentar. No entanto, isso não significa “comer por dois”, mas sim escolher bem os alimentos para garantir energia e nutrientes de qualidade.
Por isso, prefira fontes saudáveis de calorias: frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e gorduras boas, como azeite, abacate e castanhas, são sempre bem-vindos.
2. Alimentos que sustentam a energia
Evitar picos de energia seguidos de cansaço é essencial nessa fase. Assim, aposte em carboidratos complexos, como aveia, batata-doce e quinoa, que liberam energia de forma gradual.
Além disso, combine esses alimentos com boas fontes de proteína, como carnes magras, ovos, peixes, leguminosas e laticínios, garantindo maior saciedade e equilíbrio nutricional.
3. Nutrientes que fazem a diferença
Alguns nutrientes ganham ainda mais importância no final da gestação. Entre eles, destacam-se:
-
Cálcio, essencial para a formação dos ossos do bebê;
-
Ferro, que ajuda a prevenir anemia e melhora o transporte de oxigênio no corpo;
-
Ácido fólico, que continua sendo fundamental para o sistema nervoso do bebê.
Dessa forma, incluir folhas verdes escuras, leguminosas, carnes, leite e derivados no cardápio é uma forma prática de garantir esses nutrientes no dia a dia.
4. Hidratação constante
A água é, sem dúvida, uma grande aliada nesse período. Além de prevenir a constipação e ajudar na circulação, ela é essencial para manter o líquido amniótico em níveis adequados.
Por isso, mantenha uma garrafinha por perto e prefira água pura, sucos naturais sem açúcar ou águas saborizadas naturalmente com frutas e ervas. Ao mesmo tempo, evite bebidas com cafeína ou açúcar em excesso.
5. Refeições menores, mais frequentes
Com o crescimento do útero, ocorre a compressão dos órgãos, o que pode dificultar a digestão. Por esse motivo, pequenas porções distribuídas ao longo do dia costumam ser a melhor escolha.
Assim, lanches leves e nutritivos entre as refeições principais ajudam a manter os níveis de energia e reduzem desconfortos como azia e sensação de estufamento.
Alimentação personalizada faz toda a diferença
Cada gestação é única. Por isso, se você sente dificuldade para montar seu cardápio, percebe que não está se alimentando bem ou precisa adaptar sua rotina alimentar, buscar apoio profissional faz toda a diferença.
Uma nutricionista especializada em saúde materno-infantil pode ajudar a equilibrar suas necessidades, oferecer orientações específicas para o seu momento e tornar a alimentação uma aliada no bem-estar da mãe e do bebê.
No fim das contas, cuidar da sua alimentação agora é um gesto de amor que já fortalece o vínculo com o seu filho, desde antes do nascimento.













